sábado, 28 de novembro de 2009
Objectivos
Os objectivos do nosso projecto são:
- Sensibilizar a população em geral e, fundamentalmente, os professores e pais, para uma outra realidade que afecta algumas crianças da nossa sociedade;
- Ajudar crianças autistas;
- Avaliar as condições em que estas crianças estão inseridas, e se estas têm uma aprendizagem que permita o seu desenvolvimento;
- Conhecer o número de autistas que existem ao todo no Concelho do Cartaxo, nas diversas escolas primárias e jardins-de-infância;
- Presenciar o modo de vida de um autista acompanhando-o no seu dia-a-dia;
- Identificar as necessidades de um autista integrado no ensino regular.
Produto Final do nosso Projecto
Realização de uma campanha com o objectivo de angariar fundos para oferecer jogos didácticos ao jardim-de-infância “A Joaninha”, da APPACDM, que permitam o desenvolvimento dos autistas, que são integrados em grupos com crianças normais, neste estabelecimento.
Realização de uma palestra aquando da apresentação do nosso projecto aos alunos e professores da Escola Secundária do Cartaxo, onde iremos convidar uma psicóloga e um pai ou uma mãe de uma criança autista, para dar o seu testemunho.
Realização de uma palestra aquando da apresentação do nosso projecto aos alunos e professores da Escola Secundária do Cartaxo, onde iremos convidar uma psicóloga e um pai ou uma mãe de uma criança autista, para dar o seu testemunho.
O que é o Autismo?
"É hoje geralmente aceite que as perturbações incluídas no espectro do autismo, Perturbações Globais do Desenvolvimento nos sistemas de classificação correntes internacionais, são perturbações neuro-psiquiátricas que apresentam uma grande variedade de expressões clínicas e resultam de disfunções do desenvolvimento do sistema nervoso central multi-factoriais " (Descrição do Autismo, Autism-Europe, 2000).
O autismo é, portanto, uma perturbação cerebral e comportamental que afecta a capacidade do indivíduo comunicar, de estabelecer relacionamentos e de responder apropriadamente ao ambiente que o rodeia, que se prolonga toda a vida e evolui com a idade.
O indivíduo portador de autismo, ou Síndrome de Kanner, apresenta comportamentos distintos dos de um indivíduo sem qualquer deficiência, atitudes essas que se começam a evidenciar desde bebé. Estas perturbações podem ser detectadas por volta dos três anos de idade, e em alguns casos aos 18 meses, ou até em bebés mais novos. O bebé com autismo, pode mostrar indiferença pelas pessoas e pelo ambiente, pode ter medo de objectos, chora muito sem razão aparente ou pelo contrário, nunca chora e por vezes tem problemas de alimentação e de sono. Quando começa a gatinhar pode fazer movimentos repetitivos, tais como, bater palmas, rodar objectos e mover a cabeça de um lado para o outro.
A criança autista, ao brincar, não utiliza o jogo social, ou seja, não interage com as outras crianças, possuindo uma incapacidade inata para estabelecer relações afectivas, bem como para responder aos estímulos do meio. Por exemplo, para uma criança com este síndrome, um carro é um objecto de arremesso e não um objecto utilizado para rodar num caminho, tal como uma boneca serve para partir em vez de servir para cuidar e embalar.
Nas idades entre os dois e os cinco anos, o comportamento do autista tende a tornar-se mais óbvio. Existem crianças que não falam, ou quando apresentam sinais de fala utilizam a ecolalia e invertem os pronomes, há também casos em que as crianças falam correctamente mas não utilizam a fala na sua verdadeira função, a função comunicativa, continuam a mostrar problemas na interacção social e nos seus interesses. Algumas destas crianças apresentam comportamentos restritos, padrões comportamentais rígidos, parecendo presos a esta conduta e outras parecem fechadas e distantes das outras pessoas.
Quando adolescentes, juntam as características do autismo aos problemas normais da adolescência. Podem melhorar as relações sociais e o seu comportamento ou, pelo contrário, podem fazer birras, mostrar auto-agressividade ou agressividade para com as outras pessoas.
Passando à idade adulta, os autistas tendem a ficar mais estáveis, tornando-se mais competentes. No entanto, os menos competentes, que apresentam um Q.I. mais baixo, continuam a mostrar características do autismo e não conseguem viver com independência.
Nas pessoas idosas, acrescentam-se os problemas de saúde dos idosos à incapacidade da comunicação desses mesmos, por esta razão, os problemas comportamentais podem sofrer um agravamento. Além destes factos, temos ainda a perda do gosto e motivação para praticar exercício físico, o que não contribui para o melhoramento da sua qualidade de vida. Por outro lado, o seu comportamento pode estabilizar-se com o avanço da idade.
O autismo é, portanto, uma perturbação cerebral e comportamental que afecta a capacidade do indivíduo comunicar, de estabelecer relacionamentos e de responder apropriadamente ao ambiente que o rodeia, que se prolonga toda a vida e evolui com a idade.
O indivíduo portador de autismo, ou Síndrome de Kanner, apresenta comportamentos distintos dos de um indivíduo sem qualquer deficiência, atitudes essas que se começam a evidenciar desde bebé. Estas perturbações podem ser detectadas por volta dos três anos de idade, e em alguns casos aos 18 meses, ou até em bebés mais novos. O bebé com autismo, pode mostrar indiferença pelas pessoas e pelo ambiente, pode ter medo de objectos, chora muito sem razão aparente ou pelo contrário, nunca chora e por vezes tem problemas de alimentação e de sono. Quando começa a gatinhar pode fazer movimentos repetitivos, tais como, bater palmas, rodar objectos e mover a cabeça de um lado para o outro.
A criança autista, ao brincar, não utiliza o jogo social, ou seja, não interage com as outras crianças, possuindo uma incapacidade inata para estabelecer relações afectivas, bem como para responder aos estímulos do meio. Por exemplo, para uma criança com este síndrome, um carro é um objecto de arremesso e não um objecto utilizado para rodar num caminho, tal como uma boneca serve para partir em vez de servir para cuidar e embalar.
Nas idades entre os dois e os cinco anos, o comportamento do autista tende a tornar-se mais óbvio. Existem crianças que não falam, ou quando apresentam sinais de fala utilizam a ecolalia e invertem os pronomes, há também casos em que as crianças falam correctamente mas não utilizam a fala na sua verdadeira função, a função comunicativa, continuam a mostrar problemas na interacção social e nos seus interesses. Algumas destas crianças apresentam comportamentos restritos, padrões comportamentais rígidos, parecendo presos a esta conduta e outras parecem fechadas e distantes das outras pessoas.
Quando adolescentes, juntam as características do autismo aos problemas normais da adolescência. Podem melhorar as relações sociais e o seu comportamento ou, pelo contrário, podem fazer birras, mostrar auto-agressividade ou agressividade para com as outras pessoas.
Passando à idade adulta, os autistas tendem a ficar mais estáveis, tornando-se mais competentes. No entanto, os menos competentes, que apresentam um Q.I. mais baixo, continuam a mostrar características do autismo e não conseguem viver com independência.
Nas pessoas idosas, acrescentam-se os problemas de saúde dos idosos à incapacidade da comunicação desses mesmos, por esta razão, os problemas comportamentais podem sofrer um agravamento. Além destes factos, temos ainda a perda do gosto e motivação para praticar exercício físico, o que não contribui para o melhoramento da sua qualidade de vida. Por outro lado, o seu comportamento pode estabilizar-se com o avanço da idade.
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